O que acontece quando não existe uma origem definida para os dados
A falta de uma fonte única de verdade instala-se gradualmente, através de padrões que as equipas vão normalizando porque simplesmente nunca existiu outra forma de trabalhar.
O sinal mais comum é a necessidade de confirmar manualmente a informação antes de a utilizar. Quando alguém precisa de apresentar um relatório, a primeira preocupação é verificar se estão corretos. Esse esforço de validação repete-se em todos os departamentos, absorve tempo que deveria estar dedicado à decisão e à execução, e raramente resolve o problema de forma definitiva.
Outro padrão frequente é a proliferação de ficheiros paralelos. Quando os sistemas não são de confiança, as equipas criam os seus próprios registos em folhas de Excel, documentos partilhados ou notas internas para compensar as lacunas. Com o tempo, estes ficheiros tornam-se fontes de informação informais, conhecidas apenas por quem as criou, e que introduzem ainda mais dispersão na base de dados da empresa.
O impacto na tomada de decisão é direto. Quando os gestores não conseguem confiar nos dados disponíveis, as decisões acabam por depender da experiência individual ou da perceção de quem tem mais acesso à informação. A tecnologia existe, os dados estão registados, mas a organização continua a funcionar de forma reativa, sem a capacidade de antecipar problemas ou identificar tendências com base em informação estruturada.