O erro mais comum: tratar a tecnologia como uma lista de ferramentas
Quando um gestor ou empresário decide investir em tecnologia, a pergunta habitual é "que sistema precisamos?". É uma pergunta legítima, mas incompleta porque a decisão sobre que sistema adoptar é apenas uma parte do problema e frequentemente não é a parte mais importante.
O que determina se a tecnologia passa a suportar a operação ou a complicá-la é a forma como esse sistema está integrado com os restantes, que informação é responsável por gerir, como essa informação chega a quem precisa dela e o que acontece quando algo muda.
Empresas que tratam a tecnologia como uma lista de ferramentas, em que cada sistema é escolhido para resolver um problema específico, sem uma visão de como funcionam em conjunto, acabam inevitavelmente com operações fragmentadas. Cada sistema cumpre a sua função isolada, mas ninguém definiu como a informação circula. O resultado é que as pessoas passam a fazer esse trabalho manualmente: a copiar dados de um sistema para outro, a confirmar se os valores batem certo, a garantir que o processo avançou corretamente.
Empresas que tratam a tecnologia como infraestrutura da operação fazem uma pergunta diferente antes de adotar qualquer sistema: "como é que esta plataforma se encaixa no conjunto do que já temos, e o que precisa de estar definido para que funcione de forma consistente?"