Começar pelos processos para identificar as dependências
Listar as ferramentas que a empresa utiliza dá uma imagem incompleta, porque não mostra o que depende do quê. Um ponto de partida mais útil são os processos de que a operação não pode prescindir, como faturar, receber encomendas, atender clientes ou pagar a fornecedores. Para cada um, interessa saber de que sistemas, serviços externos, integrações e pessoas depende, e o que deixa de funcionar se uma dessas dependências falhar.
Importa também distinguir dois tempos: um é o tempo durante o qual a empresa consegue manter o processo sem determinado sistema ou serviço, e com que alternativas; outro é o tempo necessário para recuperar o funcionamento ou substituir a solução, e quem o pode fazer. Uma empresa pode conseguir registar encomendas manualmente durante algumas horas, mas não durante uma semana, e substituir uma plataforma pode exigir muito mais tempo do que repor uma ligação. As alternativas manuais podem permitir manter parte da operação, mas não são necessariamente viáveis em todos os processos nem durante períodos prolongados.
As respostas não precisam de ser exatas. Uma estimativa razoável, validada por quem trabalha no processo, já permite ordenar as dependências por impacto e ver quais exigem atenção primeiro. Se ninguém sabe responder a alguma destas questões, essa lacuna é, em si, um sinal relevante.