Critérios para decidir
O primeiro critério é a rapidez com que a informação muda e a atualidade de que o utilizador precisa. Dados que mudam várias vezes por dia e têm de estar corretos no momento da decisão, como o estado de uma encomenda, favorecem a consulta ou uma sincronização muito frequente. Dados que mudam raramente, como a morada de faturação de um cliente, podem ser sincronizados com menor frequência.
O segundo critério é a autonomia. Se o sistema de faturação tem de emitir faturas mesmo quando o CRM está em manutenção, precisa da sua própria cópia dos dados do cliente, e a sincronização é a opção natural. Se o sistema pode esperar pela origem sem prejudicar o trabalho, a consulta evita duplicar informação.
O terceiro critério são as regras de acesso e de registo. Quanto mais sensível é a informação, mais importante é limitar os locais onde existe e as pessoas que lhe acedem, o que tende a favorecer a consulta com permissões bem definidas. Seja qual for a abordagem, deve ser possível saber que dados circularam, quando e por iniciativa de quem, com um nível de detalhe proporcional ao risco do processo. Em setores com requisitos específicos, esta escolha deve ser feita com quem conhece as obrigações aplicáveis, como explicámos no artigo sobre transformação digital em setores regulados.
Os critérios raramente apontam todos para a mesma abordagem. Uma empresa pode precisar de dados muito atualizados e, ao mesmo tempo, de que um sistema continue a funcionar quando a origem está indisponível. Nesse caso, a escolha não é simplesmente entre consulta e sincronização: pode passar por consultar a origem sempre que possível e manter uma cópia atualizada com frequência para os períodos de falha, com regras sobre essa frequência e sobre o que o sistema faz quando a cópia pode estar desatualizada. A solução resulta do equilíbrio entre as necessidades operacionais e as limitações técnicas dos sistemas.