O que muda na empresa que adota uma plataforma SaaS
Uma plataforma SaaS altera vários aspetos concretos da operação de uma empresa, para além da simples utilização de um novo sistema.
O investimento deixa de ser um custo único e passa a ser uma subscrição contínua. Em vez de um investimento inicial elevado seguido de custos de manutenção variáveis, a empresa passa a ter um custo previsível e recorrente, associado diretamente à utilização da plataforma. Isto facilita o planeamento financeiro, mas também exige que a empresa avalie continuamente se o valor gerado justifica o custo contínuo.
A responsabilidade técnica desloca-se para o fornecedor: questões como segurança dos dados, atualizações de sistema, correção de falhas e disponibilidade do serviço deixam de ser geridas internamente e passam a ser da responsabilidade do fornecedor da plataforma. Para muitas PME, isto representa uma redução significativa da carga técnica que teriam de assumir com uma solução própria.
A escalabilidade torna-se mais simples: uma plataforma SaaS bem construída permite, normalmente, ajustar o número de utilizadores, funcionalidades ou volume de utilização de forma gradual, acompanhando o crescimento da empresa sem exigir novos projetos de implementação a cada fase.
A integração com outros sistemas torna-se um fator essencial: uma plataforma SaaS raramente funciona de forma isolada. Para gerar valor real, precisa de comunicar com os restantes sistemas da empresa - faturação, gestão de clientes, ferramentas internas - o que remete diretamente para a questão da interoperabilidade entre plataformas. Sem esta capacidade de comunicação, mesmo uma boa plataforma SaaS acaba por se tornar mais um sistema isolado na operação, com os mesmos problemas de duplicação de dados e trabalho manual que a empresa já enfrentava antes.