O que fazer quando não é possível parar a operação para reorganizar
Uma objeção legítima a esta sequência: a maioria das empresas não pode parar a operação para reorganizar a tecnologia de forma completa antes de avançar. Os processos continuam, os clientes precisam de ser servidos, as equipas têm trabalho a fazer.
A resposta é que a sequência não exige que cada nível esteja completamente resolvido antes de avançar para o seguinte. Exige que esteja suficientemente estável, e essa estabilidade pode ser construída de forma progressiva, em paralelo com a operação normal, desde que exista uma visão clara de para onde se está a caminhar e uma priorização consciente do que se resolve em cada momento.
O que esta abordagem evita é o cenário oposto: avançar para soluções avançadas sem qualquer base, acumular tecnologia sobre tecnologia sem resolver os problemas estruturais, e chegar a um ponto em que a complexidade da operação tecnológica se tornou ela própria um problema maior do que os que se tentava resolver.
A progressão por fases, com consciência das dependências entre níveis, é o que permite melhorar a operação sem a desestabilizar e garantir que cada investimento tecnológico tem uma base suficientemente sólida para produzir resultado.